sábado, 10 de dezembro de 2011

Literaturas pós-coloniais...

Hello everybody!
Ao longo do curso de tradução literária, tivemos a oportunidade de conhecer e traduzir algumas literaturas não-canônicas, com contos de Chinua Achebe, V. S. Naipaul e poemas de Derek Alcott e W. Soyinka. Como muitos perderam a leitura desse último, aqui vai uma animação baseada no maravilhoso poema Telephone Conversation, cheio de marcas sensoriais, humor e ironia em torno de um tema tão contundente.

domingo, 4 de dezembro de 2011

All's well that ends well!

l suppose no one else will be posting in this blog any longer. Nonetheless, it came quite in handy to me. I'll be posting a very last video in here. If anyone else feels like posting anything else, feel free as well.

This is the blog's goodbye song.

With the English version of Asa Branca 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dados da UNESCO


Alguns dados da UNESCO (2007) com relação à tradução:

Existem cerca de 6 mil línguas no mundo e apenas cerca de 800 delas são traduzidas.
Das línguas traduzidas, 96% são um grupo de apenas 20 línguas, das quais 16 são línguas europeias. 
1º inglês
2º francês
3º alemão
4º russo
13º português

Quanto às publicações, 75% de todos os livros são traduzidos a partir das três línguas que encabeçam a lista.
90% de toda a tradução é feita para 20 línguas, e 40% dos livros são traduzidos para somente três línguas.

Finalmente, 55% de toda a tradução do mundo é feita tendo o inglês como língua de partida e 6,4% é feita tendo o inglês como língua de chegada.

UNESCO. Index Translationum (2007). Disponível em www.unesco.org/xtrans/

domingo, 23 de outubro de 2011

Mas então, o que é poesia?

Achei interessante esse artigo sobre poesia e gostaria de compartilhar com vocês!


"O texto poético é, pois, aquele em que a função poética se sobrepõe às demais e delas se destaca, sem eliminá-las." Mário Laranjeira, Poética da Tradução, Ed. Edusp).

O poeta americano Robert Frost (1874-1963), que escreveu "The road not taken", define poesia como: "o que ficou para trás na tradução". Ou seja, quando houver dúvida sobre se um texto é ou não poesia, basta traduzir. O que passou pela tradução é prosa, o que não pôde (e não pode) ser traduzido é poesia.
Aí volta aquela velha discussão: A poesia é mesmo intraduzível? Se fosse, como muitos teóricos dizem e defendem o conceito da intraduzibilidade, porque então existem pessoas que conseguem fazer a tradução?

"Poesia é um texto em que o significante não existe meramente à serviço do significado; onde significante e significado funcionam juntos; e onde é este conjunto (e não apenas o significado) que provoca sentimentos, impressões, emoções ou reflexões." "Na poesia, cada palavra tem seu papel não apenas por seu significado, mas por seu ritmo, pela sua sonoridade, pela forma como se relaciona com as outras palavras, e, modernamente, até mesmo pelo seu aspecto visual..." Essa definição tem o mérito de deixar bem claro que poesia não é só significado. Aliás, esse talvez seja o único ponto sobre o qual eu nunca vi discordância por parte de poetas ou apreciadores de poesia. Não importa o quão "poético" seja o conteúdo de um texto, se o autor o escreveu preocupado apenas com o significado – tendo apenas a sintaxe como guia – não é poesia! Se alguém tem essa idéia de que o que realmente importa na poesia é o significado e de que o resto – o ritmo, a métrica, a rima – são detalhes, esta pessoa provavelmente teve pouco contato com poesia, e a encara como se ela fosse uma espécie rebuscada ou enfeitada de prosa. De vez em quando aparece alguém para dizer algo como: "De poesia, eu gosto do significado." Isso é mais ou menos como aquele americano que certa vez declarou que "gostava ser goleiro porque adorava desarmar o adversário, limpar a jogada e passar, e se possível sair driblando e marcar o gol." O goleiro pode até fazer tudo isso, principalmente se for o Highita da Colômbia, mas nós sabemos que a função dele não é essa. A lógica de um texto não-poesia está na estrutura sintática e no significado. A lógica da poesia vai além da estrutura sintática e do significado. Vejamos:
Batatinha quando nasce
Lança as ramas pelo chão (ou, Se esparrama pelo chão)
A menina quando dorme
Bota a mão no coração.
Muitas crianças gostam desta cantiga ou de outras pequenas poesias infantis desse tipo. Gostam tanto, que muitas vezes ficam a repeti-la dezenas de vezes. Qual a lógica da cantiga? O significado? Pois então vejamos um texto com significado similar:
Espinafrinho quando brota
Deixa sua raizinha debaixo da terra,
A menina quando dormeBota a mãozinha no coração.
Agora temos algo simplesmente horrível. Mas por quê? O significado piorou tanto? Não. Então podemos perceber que a cantiga original tem uma lógica própria, uma lógica que não vem do significado. A poesia tem uma lógica própria, uma lógica além da sintaxe e do significado.Voltando à definição, os problemas realmente começam quando tentamos visualizar a linha divisória entre o que é poesia e o que não é. Isso porque não é exclusivamente na poesia que o significante recebe atenção. É fato reconhecido que escritores de romances, contos e outros gêneros-não-poesia levam em consideração não apenas o significado das palavras mas seu ritmo, musicalidade e outras características. Eu posso lhes garantir isso por experiência própria, pois eu mesmo o faço. Não vou me aprofundar agora nesse ponto, pois o assunto foge ao nosso objetivo. Mas a matéria merece atenção. O leitor pode verificar por si mesmo como a mudança da posição de um advérbio pode, sem alterar o significado, alterar o ritmo do texto. O mesmo ocorre com a escolha de uma pontuação mais interrompida ou mais solta, a escolha de uma conjunção ao invés de outra de sentido próximo, ou outros infinitas escolhas que o escritor tem à sua disposição. A mudança de ritmo, por sua vez, altera o resultado final do texto.

Disponível em : http://www.casadacultura.org/Literatura/Poesia/O_que_e_Poesia_Artigos/algumas_definicoes_de_poesia_masini.html

sábado, 22 de outubro de 2011

Os dualismos nossos de cada dia e a tradução...

A cultura ocidental habituou-se a perceber a realidade de forma binária, elegendo um lado e excluindo outro: bem e mal, herói e vilão, preto e branco constituem alguns desses pares binários. Na teoria da tradução, essa visão dualista emerge nas polaridades autor/tradutor, forma/conteúdo, original/tradução. O que é mais importante ao traduzirmos um poema? Que papel o tradutor deve assumir? A tradução é um original? A tradução envelhece? Just food for thought, waiting for your own positionings towards these issues...

sábado, 15 de outubro de 2011

As cores das flores e a tradução...

Existe um sentido pronto na palavra? A palavra transmite uma realidade acabada e homogênea? O que é o amarelo, o verde, o vermelho? O que isso tem a ver com a construção de sentidos e o conceito de equivalência, tão discutido na tradução?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Invictus

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Tradução por
André C S Masini :

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Enjoy! bjos