Bem-vindos ao Blog Contraduções, um espaço voltado para exposições, análises e debates relacionados a questões de língua, literatura, cultura e tradução. Criado por alunos do Curso de Letras - Tradutor & Intérprete da FMU, o blog é um convite à expansão de aprendizados e perspectivas.
sábado, 15 de outubro de 2011
As cores das flores e a tradução...
Existe um sentido pronto na palavra? A palavra transmite uma realidade acabada e homogênea? O que é o amarelo, o verde, o vermelho? O que isso tem a ver com a construção de sentidos e o conceito de equivalência, tão discutido na tradução?
Em primeiro lugar gostaria de dizer que adorei o vídeo, é muito bonito e mostra uma lição de vida. Falando sobre a palavra e o seu sentido, eu acredito que até um certo ponto a palavra possui características invariáveis no seu sentido.Antes de tudo, devemos levar em conta aspectos sociais, culturais e lembrar que cada um tem uma visão de mundo diferente. Por exemplo, ao ouvir a palavra “casa” a imagem reproduzida na mente de cada individuo não será igual, pois existem casas na praia, no campo, térrea, sobrados.. De certa forma há algo que é invariável, pois todas representam uma moradia, um lar, aquilo que todos sonham. Se falamos de flores, cada pessoa irá imaginar a flor que é mais comum para ela, aquela flor que ela mais gosta, de acordo com a sua visão de mundo. Podemos até ser mais específicos e falar de rosas, ainda assim eu posso imaginar uma rosa vermelha, outra pessoa pode imaginar a rosa rosa e assim por diante. A palavra portanto não é homogênea, o sentido será atribuído de acordo com o seu uso, por exemplo: num determinado contexto a cor vermelho pode representar amor e já em outro pode representar a fúria, raiva e agressividade. Acho que isso é o mais interessante da lingua, saber que ela tem uma certa flexibidade, seria tudo muito chato se tudo fosse igual e certinho. Cada um tem uma visão e o que vai definir o sentido final da palavra vai ser a nossa própria interpretação.
"Senso comum" e "características invariáveis" das palavras parecem ideias muito próximas, não? Onde essas ideias se situam na história? Será que pendem para o lado da tradição ou para o lado da ruptura? A esse respeito, vale à pena (re)ler o artigo A TRADUÇÃO ENTRE A CRUZ E A ESPADA: FIDELIDADE VERSUS TRAIÇÃO (Faria, 2010). Aguardando mais posicionamentos...
OMG, que papo mais cabeça! É realmente muita filosofia! Acho que no campo filosófico vai sempre permancer a questão da traduzibilidade ou intraduzibilidade...no entanto, se nós ficarmos só refletindo, não sai nada! Afinal de contas a tradução, no mundo real (deixando de lado tb a questão do que é real ou não) existe. Não fosse assim,eu mesma não teria lido varios textos estrangeiros na minha língua materna. (não que eu não goste de filosofar... rs)
Hay un consenso hasta cierto punto, pero pasando ese punto, puede ser que cada uno tenga su propia opinión.
ResponderExcluirEm primeiro lugar gostaria de dizer que adorei o vídeo, é muito bonito e mostra uma lição de vida.
ResponderExcluirFalando sobre a palavra e o seu sentido, eu acredito que até um certo ponto a palavra possui características invariáveis no seu sentido.Antes de tudo, devemos levar em conta aspectos sociais, culturais e lembrar que cada um tem uma visão de mundo diferente.
Por exemplo, ao ouvir a palavra “casa” a imagem reproduzida na mente de cada individuo não será igual, pois existem casas na praia, no campo, térrea, sobrados.. De certa forma há algo que é invariável, pois todas representam uma moradia, um lar, aquilo que todos sonham.
Se falamos de flores, cada pessoa irá imaginar a flor que é mais comum para ela, aquela flor que ela mais gosta, de acordo com a sua visão de mundo. Podemos até ser mais específicos e falar de rosas, ainda assim eu posso imaginar uma rosa vermelha, outra pessoa pode imaginar a rosa rosa e assim por diante. A palavra portanto não é homogênea, o sentido será atribuído de acordo com o seu uso, por exemplo: num determinado contexto a cor vermelho pode representar amor e já em outro pode representar a fúria, raiva e agressividade.
Acho que isso é o mais interessante da lingua, saber que ela tem uma certa flexibidade, seria tudo muito chato se tudo fosse igual e certinho. Cada um tem uma visão e o que vai definir o sentido final da palavra vai ser a nossa própria interpretação.
"Senso comum" e "características invariáveis" das palavras parecem ideias muito próximas, não? Onde essas ideias se situam na história? Será que pendem para o lado da tradição ou para o lado da ruptura? A esse respeito, vale à pena (re)ler o artigo A TRADUÇÃO ENTRE A CRUZ E A ESPADA: FIDELIDADE VERSUS TRAIÇÃO (Faria, 2010). Aguardando mais posicionamentos...
ResponderExcluirOMG, que papo mais cabeça! É realmente muita filosofia! Acho que no campo filosófico vai sempre permancer a questão da traduzibilidade ou intraduzibilidade...no entanto, se nós ficarmos só refletindo, não sai nada! Afinal de contas a tradução, no mundo real (deixando de lado tb a questão do que é real ou não) existe. Não fosse assim,eu mesma não teria lido varios textos estrangeiros na minha língua materna.
ResponderExcluir(não que eu não goste de filosofar... rs)