quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dados da UNESCO


Alguns dados da UNESCO (2007) com relação à tradução:

Existem cerca de 6 mil línguas no mundo e apenas cerca de 800 delas são traduzidas.
Das línguas traduzidas, 96% são um grupo de apenas 20 línguas, das quais 16 são línguas europeias. 
1º inglês
2º francês
3º alemão
4º russo
13º português

Quanto às publicações, 75% de todos os livros são traduzidos a partir das três línguas que encabeçam a lista.
90% de toda a tradução é feita para 20 línguas, e 40% dos livros são traduzidos para somente três línguas.

Finalmente, 55% de toda a tradução do mundo é feita tendo o inglês como língua de partida e 6,4% é feita tendo o inglês como língua de chegada.

UNESCO. Index Translationum (2007). Disponível em www.unesco.org/xtrans/

3 comentários:

  1. Gostei da informação. Thumbs up!
    O espanhol, japonês, chinês e o Arabe estão em qual posição?

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  2. Respondendo a minha pergunta. ¬¬'

    6° espanhol
    8° japonês
    14° chinês
    17° arabe
    19° português (05/11)

    www.unesco.org/xtrans/

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  3. É impressionante de como o mercado da tradução está voltado para obras de língua inglesa. Existem tantas obras interessantíssimas e tão boas quanto ou até melhores que não recebem nenhuma atenção. A tradução possibilita aos leitores de outras línguas acesso a obras as quais eles jamais teriam acesso, formando assim comunidades que compartilham interesses, porém esse mercado parece ser bem seletivo, e fatores culturais, sociais e políticos estão ligados a essas escolhas. De acordo com o teórico Venuti as obras a serem traduzidas são escolhidas de acordo com os interesses e valores da cultura alvo, ele crítica o domínio das obras de língua inglesa no mercado da tradução, pois ele é a favor da heterogeneidade.
    Realmente é uma pena essa limitação e a exclusão de obras de culturas minoritárias, a tradução exerce uma forte influência e possibilita o acesso a outras culturas, talvez se o nosso mercado abrisse espaço para outras obras, a nossa visão de mundo seria diferente. O nosso conhecimento está tão ligado e voltado para a cultura norte-americana, pois o mercado editorial só visa o lucro quer trazer obras que a “comunidade” já está habituada onde a venda será garantida, são as obras que de certa forma faz parte do universo doméstico, predominando assim a influência e a permanência das culturas de massa.
    Eu acho que nós tivemos esse feeling quando traduzimos contos de autores que jamais teríamos acesso se não fosse em sala de aula, não por falta de interesse, apenas a falta de conhecimento das obras, pois elas estão fora do alcance da maioria.

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